Nov
2009

IG apresenta análise da tabela que mostra quem é favorito na reta final do Brasileirão

Posted in Brasileirão 2009 By Bruno Lopez No Comments » Tagged Under : , , , ,

Matéria publicada hoje pelo portal Ig Esporte, aponta São Paulo como favorito e Flamengo como grande ameaça ao clube paulista.

ig_sportSÃO PAULO – Faltam apenas quatro rodadas para o final do Campeonato Brasileiro. A briga pelo título e pelas quatro vagas na Libertadores está mais quente do que nunca. O São Paulo é o novo líder, com 59 pontos, mas até o Internacional, sexto colocado com 53 pontos, tem chance de ficar com a taça. O iG Esporte analisou os jogos das próximas quatro rodadas e diz o que pode acontecer com cada um dos seis primeiros colocados.

 

VEJA OS ÚLTIMOS RESULTADOS E OS PRÓXIMOS JOGOS DOS TIMES DO G-4:

  SÃO PAULO (59) PALMEIRAS (58) FLAMENGO (57) ATLÉTICO (56)
últimos jogos últimos jogos últimos jogos últimos jogos
31ª Santos (V) Santo André (D) Botafogo (V) Vitória (V)
32ª Inter (V) Goiás (V) Barueri (D) Fluminense (D)
33ª Barueri (V) Corinthians (E) Santos (V) Goiás (V)
34ª Grêmio (E) Fluminense (D) Atlético-MG (V) Flamengo (D)
pontos 10 pontos 4 pontos 9 pontos 6 pontos
  próximos jogos próximos jogos próximos jogos próximos jogos
35ª Vitória (C) Sport (C) Náutico (F) Coritiba (F)
36ª Botafogo (F) Grêmio (F) Goiás (C) Inter (C)
37ª Goiás (F) Atlético-MG (C) Corinthians (F) Palmeiras (F)
38ª Sport (C) Botafogo (F) Grêmio (C) Corinthians (C)

São Paulo
O Tricolor não tem nada do que reclamar. Passou com louvor pelos jogos mais difíceis da reta final, com vitórias no clássico contra o Santos e diante do Inter, concorrente direto ao título. Ainda somou um ponto heróico frente ao Grêmio em pleno Olímpico, com três jogadores a menos. Os quatro próximos jogos são mais fáceis que os quatro anteriores.

Palmeiras
O time somou apenas quatro pontos nos últimos quatro jogos. É muito pouco, mesmo tendo enfrentado o ascendente Fluminense e o clássico contra o Corinthians. Perder para o Santo André, por exemplo, é inaceitável para um time que luta pelo título. Para piorar, os próximos quatro confrontos do Verdão são ainda mais complicados, com direito a uma visitinha ao Grêmio, ainda invicto no Olímpico.

Flamengo
Esqueçam a derrota para o Barueri. O verdadeiro Mengão é o que venceu o Botafogo e o Atlético-MG, dois jogos complicadíssimos. Para aumentar a empolgação dos rubro-negros, os quatro jogos finais não assustam. O Náutico está caindo pelas tabelas, o Goiás entrou em parafuso e o Grêmio só sabe jogar em seu estádio. Já o Corinthians não tem nenhuma ambição no campeonato, e uma derrotinha diante do Fla atrapalharia os rivais São Paulo e Palmeiras.

Atlético-MG
De nada vale conquistar uma vitória incrível contra o Goiás, no Serra Dourada, e perder para Flamengo e Fluminense. Diante desses resultados, fica difícil imaginar que o Galo conseguirá passar incólume por Internacional e Palmeiras, outros dois que ainda brigam pelo título brasileiro e são os adversários mais difíceis do time mineiro na reta final.

 

VEJA OS ÚLTIMOS RESULTADOS E OS PRÓXIMOS JOGOS DOS DOIS PERSEGUIDORES:

  CRUZEIRO (54) INTER (53)
últimos jogos últimos jogos
31ª Corinthians (V) Grêmio (V)
32ª Santo André (V) São Paulo (D)
33ª Fluminense (D) Botafogo (D)
34ª Sport (V) Barueri (E)
pontos 9 pontos 4 pontos
  próximos jogos próximos jogos
35ª Grêmio (C) Santos (C)
36ª Atlético-PR (F) Atlético-MG (F)
37ª Coritiba (C) Sport (F)
38ª Santos (F) Santo André (C)

Cruzeiro
Se não tivesse perdido para o Fluminense, o Cruzeiro seria favoritíssimo ao título. O time tem jogado bem, está confiante e tem jogos fáceis na reta final. O mais difícil desses jogos é contra o Grêmio, um time que ainda não aprendeu a jogar longe de seus torcedores. O grande problema do Cruzeiro é a enorme desvantagem de cinco pontos em relação ao São Paulo.

Internacional
Dizer que o Inter está totalmente fora da briga pelo título é exagero. Mas falta muito pouco para isso acontecer. A vitória no Gre-Nal poderia ter dado a motivação que o time precisava, mas aí vieram duas derrotas e um empate. E o Colorado se afastou da ponta. A reta final é uma moleza, com exceção do jogo contra o Atlético-MG. Mas dá pra confiar no Inter?

Nov
2009

A despedida de Juan Pablo Sorín

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O Cruzeiro se deu ao luxo de aproveitar a folga no meio da semana, para fazer uma festa especial no Mineirão. Com 62 mil torcedores, o futebol se despediu de Juan Pablo Sorín.

O time que tomou o seu coração, contra o time que o fez nascer para o futebol.

No final da festa, o Cruzeiro venceu o Argentino Juniors por 2 x 1. Gols de Bernardo e Guerrón pelo time brasileiro, e Santibáñesz marcando no finalzinho para o time argentino.

Uma bela festa de despedida, e com direito a lançamento do terceiro uniforme da equipe mineira.

Visitando o site do Juca Kfouri, no post onde o jornalista também presta sua recordação ao jogador, ele publica uma emocionante carta de Sorín a torcida cruzeirense, que republico abaixo:

  “Há quatro meses conquistamos a Copa Sul Minas.Há quatro meses fui embora do Cruzeiro

O texto abaixo escrevi para mim, porém, senti a necessidade de compartilhá-lo com vocês.

Simplesmente para que saibam a importância que tudo isso tem na minha vida.

Simplesmente para seguirmos juntos, apesar da distancia.

Hoje, estréio em meu novo time.

São muitas as expectativas e as vontades de sempre, mas esperando um dia retornar a minha segunda casa.

15:58 hs – Banderas en tu corazón (Bandeiras no teu coração).

Setenta e cinco mil caras esperando ver o Cruzeiro campeão.

Saímos rodeados de mascotes e crianças, que nos acompanham sempre com um sorriso.

Pegamos forte e corremos para o gramado.

Uma olhada rápida, mãos para o alto e as primeiras emoções.

Não é comum e é até anormal muitas camisas argentinas, celestes e brancas, no Brasil todas sentimentalmente distinguíveis.

Chegam as placas de homenagem.

Primeiro, do presidente.

Depois, da Máfia Azul e logo uma camisa inesquecível com o meia dúzia nas costas, assinada por todos os funcionários do clube.

A melhor homenagem, da cozinheira ao roupeiro, os encarregados da limpeza, até meus colegas, médicos, técnicos…

Vale ouro! Vale mais suor, ainda!

Sorteio a moeda da Fifa.

Deu branco e ganhei.

No segundo tempo, atacaremos junto ao grosso da nossa torcida.

Antes de começar toca o hino brasileiro.

Todos cantam e eu não. Procuro minha companheira e concentro-me em silêncio.

Observo a torcida e na arquibancada há uma bandeira argentina.

Que orgulho! Não posso acreditar. Onde estão meus amigos do bairro para contar-lhes? J

ogam balões para os céus com meu rosto estampado numa bandeira vertical.

É minha despedida, a parte da final. Contenho as lágrimas, soa o apito.

16h20 – Sarando as feridas

Meu Deus! Um choque forte, toco a sobrancelha.

Sangue. Puta que pariu! De novo?

Quarto corte na cabeça em dois anos e meio.

Queria jogar e o juiz reserva “canarinho” disse-me que não!

Quase pede minha substituição e disse-me que há muito sangue.

 Peço-lhe por favor. Hoje, não me deixes de fora, irmão!

Ele não entende bem, mas me permite entrar e lá vou eu como um “papai smurf”.

Serão seis pontos no intervalo, 0 a 0, com uma bola na trave e um susto forte.

17h40 – Oh meu pai, eu sou Cruzeiro meu pai…

Tira a camisa! Tira a camisa!

Parece uma bola perdida, mas sei que o Ruy vai ganhá-la.

O “cabeção,” meu amigo e parceiro de quarto, vai tocá-la por um lado e buscá-la pelo outro (fez uma gaúcha, berra o locutor).

Entra na área e só rola para trás.

Não sei o que faço aí, a não ser confiar nele.

 Não sei o que faço senão ir além do sonho da despedida e não há tempo para pensar.

Com três dedos e meio esquisitos de prima, com a sempre canhota bendita e a rede se mexe, é o mundo que explode, vem o delírio, a festa…

Não pode ser real. As cabecinhas que pulam descontroladas, a camisa voando na mão e um grito eterno, inesquecível, uma dança especial.

17h55 – Ah, eu tô maluco!

Bicampeão!

Faltam segundos e não existe sensação comparável como a de ser campeão.

Nos olhamos cúmplices com o Cris e rimos da conquista depois do esforço.

Somos irmãos, somos um punhado azul de raça inquebrantável, enquanto o pessoal na arquibancada baila, grita, goza e por fim estoura com o final.

Escuta-se um estrondo inconfundível.

Um abraço, dois, um milhão, a correria perdida, louca, entre pulos, festejos com cada companheiro, Toninho, Valdir, Tita e Bolinha, todos malucos.

De repente um cara me leva nas costas e damos a volta olímpica.

Não quero que isso termine e penso se pudesse parar o tempo nesse instante, mas não posso.

E aí, vou dando-me conta que também é o final para mim, que estou indo embora do meu time, da minha cidade, da minha gente.

Então, vem a enorme emoção e comemoro como sempre, desenfreado, sem limites, como se fosse a última vez.

Comemoro e cumprimento cada canto do maravilhoso Mineirão.

Despeço-me e quero abraçar a todos.

Quero que dêem a volta conosco, quero dizer-lhes que eles não sabem como necessitamos de todos aqui dentro.

Vejo as faixas e ainda não acredito.

Vejo os rostos de alegria e até hoje nada sai da minha mente.

Depois de tudo, a surpresa com a presença de minha mãe exatamente no Dia das Mães e é impossível não chorar. F

inalmente, recebo a Copa tão desejada.

É bonito ser capitão.

É grandioso ser capitão do Cruzeiro e ser campeão.

Levantamos a taça, desfrutamos e saímos a oferecer aos milhares que estavam por todas as partes até o cansaço.

Imagino Minas.

Imagino Belo Horizonte.

Tudo se acaba e não podia ser tão perfeito.

Será que sonhei?

Nem um sonho seria tão incrível.

Estou partindo e pensando se algum outro dia serei tão feliz!”
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Juan Pablo Sorín

Nov
2009

Brasileirão 2009 em sua reta final

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Confiram quais são os últimos 5 jogos de São Paulo, Cruzeiro, Palmeiras, Atlético-MG, Flamengo e Internacional, que ainda lutam pelo título do Campeonato Brasileiro mais disputado desde que iníciou sua disputa por pontos corridos.

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