Domingo é dia de “Choque Rei”
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Neste final de semana teremos mais um jogo dos maiores clássicos do futebol brasileiro.
Chamado de “Choque Rei”, apelido dado pelo jornalista Thomaz Mazzoni do jornal A Gazeta Esportiva, o confronto entre São Paulo e Palmeiras neste domingo promete muito mais do que os 90 minutos da partida.
Será o primeiro jogo do Muricy contra o São Paulo, e a maior parte da torcida do São Paulo está, mais do que nunca, ansiosa por esta vitória. Além de que o jogo pode ser crucial para a disputa do título deste ano, aonde as duas equipes estão entre as favoritas.
Nesta semana estarei postando aqui alguns fatos e jogos que foram importantes para a história deste clássico paulista.
Clássio do Ódio
Fonte: Palmeiras todo dia
Esse é o outro nome dado ao clássico entre ambas as equipes. As raízes desse estranho apelido vêm da época da Segunda Guerra Mundial, quando a Sociedade Esportiva Palmeiras se denominava Palestra Itália.
Fundado em 26 de agosto de 1914, o Palmeiras chamava-se inicialmente Sociedade Esportiva Palestra Itália, ou, em italiano], Società Sportiva Palestra Italia, por ser um agremiação formada principalmente pelos integrantes da colônia italiana na cidade de São Paulo. Com essa denominação, o time adquiriu expressiva atuação no cenário futebolístico paulista e brasileiro.
No decorrer da Segunda Guerra Mundial, com o apoio do Brasil aos Aliados por decisão do então presidente (e ditador) Getúlio Vargas, iniciou-se uma espécie de perseguição aos imigrantes aqui residentes que tinham por origem os países do Eixo, inimigos dos Aliados: alemães, japoneses e italianos.
Compreensivelmente, dada a comoção da época, houve hostilidade por parte da população, e isso resultou entre outras coisas na preparação de um decreto-lei governamental que impediria às agremiações esportivas o uso de nomes e símbolos que de algum modo se conectassem aos países inimigos. A pena para os que não cumprissem a determinação previa inclusive o confisco de bens, motivo pelo qual a Sociedade Esportiva Palestra Itália resolveu trocar seu nome, escudo e cores antes mesmo da aprovação do decreto.
Assim sendo, em 13 de Setembro de 1942, o Palestra Itália alterou seu nome para Sociedade Esportiva Palmeiras. Logo depois muda também seu escudo, agora, só com a letra P estampada. O nome foi escolhido depois de serem lançadas durante uma reunião as opções Piratininga, Brasil, Palestra São Paulo, entre outras. O nome também foi escolhido para fazer uma homenagem à Associação Atlética das Palmeiras, ex-clube de vários dos jogadores que integravam aquele plantel do Palmeiras-Palestra Itália. As cores verde e branco continuaram, sendo retirada a cor vermelho, pela referência à bandeira italiana.
O fato, entretanto, não alterou o bom futebol que a equipe apresentava. Naquele mesmo ano o Palmeiras conquistaria o primeiro título paulista com o novo nome, em cima do São Paulo. Por causa desses acontecimentos, entretanto, os torcedores adversários acusavam o clube de traidor da nação. Para responder a altura, os jogadores palmeirenses entraram no Pacaembu, em 20 de setembro de 1942, para disputar a primeira partida da nova era, contra o São Paulo, carregando uma bandeira do Brasil. Os torcedores, entusiasmados, aplaudiram a atitude. Na partida, tudo corria bem até os 19 minutos do segundo tempo, quando o Palmeiras, que vencia por 3 a 1, teve um pênalti a seu favor, marcado pelo árbitro Jaime Janeiro Rodrigues, após entrada do são-paulino Virgílio em Og Moreira. Virgílio foi expulso, e o capitão do São Paulo, Luisinho Mesquita impediu a cobrança. Em um ato inconseqüente, o time são-paulino retirou-se do campo. Sem adversário para o Palmeiras, o árbitro encerrou o jogo e o Palmeiras pela primeira vez foi campeão com seu novo nome, a nona vez na história. Desde então, o clássico Palmeiras x São Paulo passou a ser também conhecido como o “Clássico do Ódio”, devido à atitude discriminatória e hostil que o time alviverde recebeu da equipe tricolor.






